Compra-se de tudo nesse pais. A carta estava marcada.




A gente assiste a passagem desse verão sem sol e, ainda assustado com o incendio da boate e perplexo com o caso das 3 mortes do Hospital Vera Cruz, verifica, pela enesima vez, que tudo se compra nesse pais.
Falam que para ir no programa do Jô é preciso pagar. "Bom comportamento" em presidio parece que tambem se compra. E está tudo dominado !!
Ainda estão bem frescas na minha memória as cenas do Cabral e do Lula pulando para comemorar a "escolha"do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. Parecia que eles estavam comemorando um gol. E tudo aquilo não passou de um teatro. É claro que não me refiro ao Lula, porque o Lula é um cara correto e, alem disso, não deveria estar sabendo de nada.
O mes de Janeiro costuma ser pródigo em tragedias. Quando não são as chuvas derrubando casas e inundando a região serrana do Rio, tem os predios que desabam na cinelandia e, esse ano, o super incendio da boate de Santa Maria. É muita merda junta. 
E tem a comoção social, a busca dos culpados, a exploração emotiva da midia, as discussões tecnicas sobre as lacunas de segurança que a boate apresentava e logo aparecerá, se já não apareceu, algum religioso para interpretar o ocorrido como sendo um ajuste de contas. Aquelas pessoas teriam sido reunidas naquele local para pagarem por maldades feitas por elas aos cristãos na epoca do imperio romano, em outra encarnação.
Foi assim quando, na decada de 60, o circo pegou fogo em Niteroi e matou mais de 500 pessoas. 
Falta dizer que, como tudo se compra nesse pais, os laudos, os pareceres, os alvarás e tudo que é necessario para colocar uma boate em operação tambem devem ter sido comprados.
A carta do Brasil estava marcada. Estão falando que o Jerome, secretario geral da FIFA, era o consultor da campanha que levou o Brasil a ser escolhido para ser a sede da Copa de 2014. Ele embolsou da CBF, como dizem, US$ 100 mil. 
O lobbista conhece todos os caminhos e todos os carinhas que precisavam ser "convencidos" que o Brasil era a melhor opção. Ao que tudo indica ele foi um intermediario do Brasil na FIFA.
O jornal Folha de São Paulo enviou seis perguntas para Valcke. O secretário-geral não respondeu a nenhuma.



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